terça-feira, 4 de setembro de 2007
Agências Reguladoras e Setor Público
Bem, para responder essas duas perguntas, devemos recorrer aos exemplos mundo a fora e tentar transportar tais exemplos para a nossa realidade.
Em todo o mundo as agências reguladoras existem para defender as necessidades da sociedade e do país, frente a setores específicos da economia, como Energia, Aviação, entre outros. A agência tem que contra-balançar as pressões das empresas (como viabilidade econômica, necessidade de regras claras...), com os da sociedade (melhor custo-benefício, qualidade...), buscando sempre um ponto de equilibrio de longo prazo para o setor em questão. Esse equilíbrio parece esquecido por diversas vezes, vejam o caso da ANAC.
O que existe de errado no modelo brasileiro? A questão importante e crucial da questão é que Agências Reguladoras devem ser formadas por quadros que entendam e conheçam o setor de atuação, além disso, tais quadros devem ter capacidade gerencial para (i) definir objetivos e traçar horizontes para que os mesmos sejam atingidos e (ii) organizar e fazer cumprir os objetivos do setor para a sociedade.
Na formação desse quadro temos dois erros de duas esferas diferentes, o primeiro vindo do nosso governo central, que indica candidatos que não tem experiência e capacidade gerencial. O segundo do nosso próprio parlamento, que ao invés de julgar tais indicações de forma técnica, cede, simplesmente, ao jogo político, deixando o país e sua população em segundo lugar.
Para consertar esse problemas precisamos que nossos políticos entendam duas coisas simples (i) o nosso presidente deveria não ceder a pressão política e a indicações descabidas e (ii) nosso congresso deveria ter comites com membros que se dispusessem a entender de tais assuntos e assim avaliar as indicações de forma correta.
Seria isso pedir muito?
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
Justiça para Justiça
A decisão da Justiça de São Paulo é espantosa. Como um ser nefasto como esse pode fazer parte da justiça e como essa justiça pôde tomar tal decisão?
Mais uma vez, num assunto muito discutido nesse espaço é a conclusão mais simples, e normalmente a correta, o corporativismo. Como vimos diversas vezes, a Justiça brasileira não pune seus pares, é necessário que o CNJ se pronuncie para fazermos valer uma verdade simples, a igualdade de condições não importando cor, credo, classe... ou seja a Justiça.
Agora, como foi reconduzido ao cargo nosso digníssimo Promotor Shdoedl, irá receber seu salário integral até que seja julgado pelo homicídio. Um absurdo.
sexta-feira, 31 de agosto de 2007
As Oito Razões
Usar lobista para pagar contas pessoais: "Há, aí, uma relação conflituosa. Por um lado o interesse da sociedade em que seja preservada a honra da Instituição Senado Federal e por outro o interesse pessoal do Representado na solução de seu problema particular. Deveria ter procurado outro meio que não ensejasse dúvidas sobre conflitos de interesses. Haveria, se fosse o caso, de procurar outro amigo que não tivesse a ocupação profissional de defender interesse de empresa com significativos pagamentos feitos por meio do Orçamento da União, na medida em que assim evitar-se-ia qualquer suspeita sobre a lisura do relacionamento. Houve quebra de decoro."
Patrimônio não condiz com pagamentos a jornalista: "No ano de 2005 houve falta de recursos para fazer frente às despesas do Representado em mais de R$ 24.500,00! Ou seja, a perícia demonstrou que o Representado não poderia ter pago os valores relativos às despesas privadas e mais os valores que foram pagos a Sra. Mônica Veloso, com os recursos que disse ao Conselho de Ética que possuía".
Irregularidades fiscais: "As irregularidades de declaração de sua renda, a escrituração inadequada de seus negócios agropecuários, a forma como desconsidera a aplicação da legislação fiscal são evidentes no presente processo. Restou provado que esta é uma prática longeva e reiterada do Representado, não um mero erro episódico. Não é admissível que um Senador da República assim se comporte. Houve quebra de decoro e prática reiterada de irregularidades fiscais".
Omissão de contas bancárias: "Nestes termos, concluem os peritos da Polícia Federal, com base nos atos normativos do BACEN que o DOC "D", sigla utilizada pelos bancos para as transferências interbancárias entre contas de mesma titularidade, evidencia haver outras contas correntes ou movimentações bancárias que não foram apresentadas pelo Senador Renan Calheiros. Este fato revela, de forma inequívoca, o cometimento de quebra de decoro parlamentar, pela prestação de informação inverídica ao Senado e à Nação, já que a existência de outras contas-correntes atesta que o Senador não patrocinou a quebra total de seu sigilo bancário que propalou em seu discurso".
Uso da verba indenizatória para gastos pessoais: "Em qualquer uma das alternativas possíveis para a explicação da declaração feita pelo Senador Renan Calheiros, resta configurada a prática de quebra de decoro parlamentar, pela utilização dos valores recebidos sob a rubrica de verba indenizatória ou como fonte de recurso para pagamento de despesas alheias à sua atividade de Senador ou para o incremento de seu patrimônio ou, ainda, pela prestação de informação falsa em Plenário".
Saques em dinheiro usados para pagamento de gastos das fazendas e não para a jornalista: "De fato, a verificação comparativa entre a Declaração de IR e a documentação de suporte apresentada pelo Representado juntamente com sua defesa, demonstra que diversos cheques listados na planilha encaminhada a este Conselho como "saques em dinheiro" informando que eram retirados para pagamento à sra. Mônica, na verdade se prestaram a pagamentos de imobilizações ou despesas com suas fazendas, representando, em 2004, valores superiores a R$ 550.000,00. Vê-se, pois, que aquelas planilhas contendo listagem dos "SAQUES EM DINHEIRO" produzida pelo Representado, a partir dos extratos bancários não se prestam a atestar que os valores neles contidos foram retirados em espécie daquela conta-corrente, o que nos leva a afirmar que houve tentativa de induzir o julgador a erro".
Empréstimo da empresa Costa Dourada: "Os noticiados empréstimos feitos pelo Representado junto à empresa Costa Dourada Ltda. são, de qualquer ângulo de análise, elementos complicadores de sua situação. De um lado, a falta de prestação de informação ao Conselho é absolutamente inadmissível. Outra irregularidade gravíssima é a ausência de informação ao fisco, a não informação nas Declarações de Imposto de Renda sobre os contratos. Há quebra de decoro pela omissão do contrato, bem como pelas conseqüências de sua apresentação dos pontos de vista da inapetência para produzir veracidade das alegações que ele procura comprovar".
" O resultado da avaliação do processo revelou que o senador Renan Calheiros não obedeceu aos ditames ético-políticos do princípio da veracidade "
Mentir ao omitir informações essenciais à investigação: "Há quebra de decoro quando o Representado omite deliberadamente qualquer informação que poderia ter relevância para as investigações. É verdade que a ninguém, em processo judicial, é imputado dever de produzir prova contra si próprio, mas aqui não é este o caso. O que fez o Representado foi omitir a entrega voluntária de um documento e a posterior apresentação oportunista do mesmo. O resultado da avaliação do processo revelou que o senador Renan Calheiros não obedeceu aos ditames ético-políticos do princípio da veracidade, tentando induzir a erro os senadores da República, desonrando o Senado Federal através de informações sabidamente inverídicas
São "apenas" esses seus pecados, me impressiona o fato de pessoas, como Renan Calheiros, insistirem em sustentar esse tipo de situação, essas pessoas deveriam ter vergonha na cara e simplesmente renunciarem.quinta-feira, 30 de agosto de 2007
O Maior Show do Mundo
Primeiramente, quanto a disposição da mesa sentaram lado à lado, o Senador Leomar Quintanilha e o Senador Almeida Braga (que relatou à favor de Renan Calheiros), enquanto os Senadores do voto contrário estavam na ponta da mesa, mais afastados do Presidente. Vocês tirem suas conclusões. Segundo os personagens so show.
Senador Pedro Simon, nos esclareceu um ponto muito importante para nós, que para ele é obvio e para mim era obscura até aquele momento. Em palavras dele: "O Regimento do Senado é feita para que o presidente (da comissão ou do senado), decida como quer fazer, se quer fazer de um jeito cita o artigo tal, se quer fazer de outro, cita outro artigo", é impressionante que isso seja fato conhecido.
Senador Leomar Quintanilha (Presidente da Comissão), com citado anteriormente, conseguiu ficar em cima do muro durante toda a primeira parte da sessão, apesar de ter sido endagado diretamente por mais de uma ocasião. Como Presidente escolheu a saída menos traumática do ponto de vista político, em vez de decidir sozinho, foi contra o voto aberto, colocou em votação para não assumir a responsabilidade, onde perdeu.
Senador Almeida Lima (relator contra a cassação), como aliado de Renan Calheiros, fez de tudo para que o processo ocorresse de modo a maximizar as chances de absolvição ou tentando manobrar pela anulação do processo. Um relator em minha opinião deveria ser o mais isento possível, o que ele não foi em situação nenhuma. Como Tasso Jereissati o chamou, "o vendido" brigou e esperneou até o último momento.
No fim, o voto aberto ganhou mas pontos importantes ficaram (i) o Senado pelo visto precisa de um novo regimento interno claro e objetivo, pois como o Senador Pedro Simon nos disse, o atual regimente propicia interpretações como entende o fregues, (ii) apesar de fragilizado, o Senador Renan Calheiros continua com sua tropa de choque ativa e tentando de tudo para que o processo não siga em frente.
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
STF
Que sua indicação teria sido feita para evitar seu voto em outro processo.
A matéria se encontra aqui.
Estabilidade
Uma amiga dela, trabalha num hospital público, onde foi apontada uma assistente (servidora) para que ajudasse em seu trabalho. A tarefa que ela designou para a mesma era fácil e simples, embalar os equipamentos de uma forma correta e limpa. Até ai tudo bem.
Como a assistente errava todas as vezes o procedimento de embalagem, ela foi falar com a mesma, e o dialogo foi algo assim:
- Já te expliquei o procedimento várias vezes. Custa prestar mais atenção e fazer direito?
- Olha só doutora, eu não vou prestar atenção e farei do jeito que quiser esse negócio.
O que vocês acham? Se é numa empresa privada, ela estaria na rua na mesma hora, mas como está no serviço público, o máximo que se faz é realocar essa "ótima" profissional de área.
A estabilidade, aliada a falta de gestão são mazelas do nosso país, em todos os níveis e setores sem exceção. Existem lugares de excelência em diversas empresas públicas, como Petrobras, BNDES, Banco Central, mas mesmo ali existe margem para melhora.
Existem duas correntes em Brasília nesse momento, o trem da alegria, comandando pelo deputado Arlingo Chináglia, presidente da Camara dos Deputados, que vai por em votação um projeto ampliando o benefício da estabilidade para os prestadores de serviço em todas as esferas que estavam no governo entre 83-88 (imagino que se aprovado isso, depois vamos fazer do período 88-07, nada mais natural).
E o projeto sério que institui a fundação estatal, onde os contratados seguirão o regime da CLT e teremos pelo menos no papel metas e a possibilidade de demissão dos funcionários incompetentes.
Sinceramente, o caminho é arduo e difícil, para aprovar o último ponto, pois nesse momento surgem todos os oportunistas que usufruem do sistema e querem manter o status quo. Espero que os políticos façam a coisa certa.
terça-feira, 28 de agosto de 2007
Favela Currais Eleitorais II
Cesar Maia contra-ataca dizendo que essa acusação tem um cunho apenas eleitoral.
Quer saber? Eu, por incrível que pareça, concordo com ele! Ele deve realmente ter proibido a demolição de tal prédio e o Alfredo Sirkis, realmente, está aproveitando para jogar contra o atual prefeito. Apenas uma pergunta para o Sirkis, por que na época ele não denúciou isso?
Espero que o Secretário e o Prefeito, passem a fazer as coisas certas daqui para frente.
Voto Secreto
Nesse caso o Senador foi perguntado, pelo menos em 3 oportunidades, sobre qual era a sua preferência sobre a votação, fechada ou aberta. Nos três casos ele simplesmente respondeu que não dependia dele pois (i) deveria ser decidido pelo Conselho e (ii) que eram as regras do Senado que deveriam ser impostas.
Concordo que as regras do Senado devem ser impostas, apesar de discordar do voto fechado para qualquer votação, mas custa o Senador Quintanilha assumir uma posição e responder uma pergunta simples?
Pelo visto sim.
segunda-feira, 27 de agosto de 2007
Justiça?
A justiça no Brasil funciona de uma maneira muito peculiar, segundo a tese do Marco Aurélio Mello (STF), a pessoa só deve ser presa quando for condenada em última instância. Mas será isso correto? Claro que não.
O certo deveria ser fique preso até que seja absolvido em uma instância superior. Paulo Maluf, condenado, é hoje deputado federal, Nicolau dos Santos Neto, prisão domiciliar, dois casos de tantos que existem no Brasil a fora.
A justiça sempre solta, quer algo pior para sociedade que saber que crimonosos óbvios continuam soltos pela bondade de nossos juízes e pelo processo caótico com que trabalha a justiça no Brasil. Enquanto isso perdurar, o Brasil não vai para frente. Quanto tempo isso vai durar?
Trio Parada Dura
Começaram a algum tempo sinais vindos do Equador e da Colombia, que esses países começam a cair na real e enxergar que o problemas da sociedade não se resolvem apenas com discursos inflamados e medidas populistas.
Na minha opinião, a maioria das populações, são ingênuas por natureza e por isso altamente manipuláveis. Seja na Venezuela, no Brasil ou nos EUA, sempre existe alguma margem para algum tipo de manipulação. Contando com isso, essas pessoas manobram a população para atender seus interesses, quem não lembra do Plano Cruzado, no governo Sarney, os fiscais do Sarney elegeram se não me engano, 22 governadores para o PMDB, enquanto o governo sabia que o plano já estava condenado.
No caso específico da Colombia e Equador, como os mesmos não tem a quantidade de recursos disponíveis que a Venezuela tem, essa margem diminue muito e discursos inflamados, sem as medidas adequadas tendem a se desgastar muito rapidamente.
Isso me parece uma possibilidade real no momento, quando a justiça e legislativo começam a ir contra por motivos diversos, mesmo que pequenos. No Equador foi a demissão de um assessor, na Bolívia, bem pior, o Supremo de lá destituiu 4 juízes impostos por Morales.
No caso da Venezuela, que hoje dispõe de recursos abundantes, com o barril de petróleo na casa dos USD 70, essas distorções e problemas, tendem a aparecer muito depois, mas ainda sim a conclusão é quase sempre inevitável. Muito poder concentrado na mão de poucos gera por definição mais corrupção.
Precisamos aprender que esses políticos vendem areia, como se fosse água e que a conclusão inevitável é mais sofrimento e atraso para população.
domingo, 26 de agosto de 2007
Tropa de Elite
É o primeiro filme que vejo que trata de maneira real uma das faces da violência da nossa sociedade, o consumo de drogas. Quem consome drogas tem que saber que seu ato impacta a sociedade, aumenta a violência, que muitas vezes leva inocentes pelo caminho.
Como já falei aqui antes, não adianta reclamarmos da violência, da educação, da saúde, se não fazemos nossa parte. Quem consome drogas, está agindo ativamente para o aumento da violência, quem dá propina para o guarda, está cooperando para que o sistema se perpetue na maneira atual (sim, seu café é propina, su-bor-no).
Não custa nunca lembrar, para melhorar, todos temos que fazer a nossa parte. Por que o jeitinho que vale para nós, para eles não vale? Faça a coisa certa.
sábado, 25 de agosto de 2007
Luz no fim do tunel
A emenda que foi aprovada na Camara dos deputados a pouco, diz o seguinte: você pode trocar de mandato no ano da eleição até 30 de setembro, e mais, caso você troque de mandato no meio do caminho, você só sofre punição depois que seu mandato acabar - fica inelegível por 4 anos.
Ou seja a festa continua. Agora, tramita na camara a emenda Maciel (autoria do Senador Marcos Maciel - PFL), que institui a fidelidade partidaria de fato. A emenda preve a perda de mandato para os deputados que mudarem de partido, simples assim.
Esse pode ser um dos freios da corrupção e troca de favores no congresso, pois agora (i) em votações importantes os partidos poderão fechar questão (como vão votar) e o governo terá que negociar apenas com os partidos em si, não individualmente (ii) não haverá a possibilidade dos deputados e senadores trocarem de partido para conseguirem favores.
A emenda aprovada na Camara, vai a votação no Senado, aonde deve ser rejeitada, para dar lugar ao projeto Maciel.
Para eles não
Deputados condenados por desvio de dinheiro público e por diversos outros crimes, representam a população e estados em Brasília, será isso correto? Qual o limite deve ser imposto? Você colocaria de volta na sua casa um empregado que já houvesse feito algo com você? Te roubado?
Paulo Maluf foi condenado, Delúbio (Tesoureiro do PT) vai ser candidato a deputado, Renan está indo pelo mesmo caminho e por ai vai. Quando isso vai parar?
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
Operação Abafa
Depois do depoimento do Senador Renan Calheiros ser tomado em portas fechadas, duas informações surgiram dentro do Senado sobre o fato, (i) que qualquer Senador poderia ter ido ao depoimento (então porque fazê-lo de portas fechadas?) e que o Senador Quintanillha, segundo O GLOBO, pediu para que nenhum dos Senadores comparecer. Mais uma vez o SENADO dá provas de seu corporativismo e falta de compromisso com a população.
Sobre esse primeiro ponto, minha posição é o voto de qualquer assunto deve ser aberto na Camara dos Deputados ou Senado, o povo tem o direito de saber exatamente o que seus representantes fazem e que posturas o mesmos tomam para que se possa avaliar o seu trabalho.
Além disso, eles pretendem que a votação do relatório seja feita em voto fechado! Numa manobra óbvia para que haja a absolvição do Senador.
Renan Calheiros, se afunda cada vez mais, volta atrás diariamente em frases e declarações anteriores, em apresentações de novos documentos e por ai vai.
É impressionante o que se passa em Brasília, é impressionante que tentativas de golpes como essa ainda ocorram.
terça-feira, 21 de agosto de 2007
Rocinha
Já que a remoção é impossível, digo isso para qualquer das grandes favelas no Brasil, três medidas tem que ser tomadas num espaço curto de tempo e conjunto, a primeira já foi, quais são as regras para edificação da área. Segundo, restringir o crescimento horizontal das favelas, fazendo valer as regras instituídas e por último a urbanização e legalização da posse dessas propriedades.
Quanto a urbanização tenho um opinião que vai de encontro ao plano do governo do estado, cercaria as favelas com edificações populares, e viria urbanizando de fora para dentro, fazendo ruas, passando água, esgoto, luz e telefone (tenho certeza que às próprias empresas que prestam esses serviços tem todo interesse do mundo em fazer tal projeto, bancando seus custos inclusive), e ao mesmo tempo, colocaria em prontidão o Município, Estado e União , para que não fossem feitas novas invasões fora da área demarcada inicialmente.
Sei que o dito no parágrafo acima, não é fácil, mas como falo, decisões corretas invariavelmente nos levam aos caminhos mais difíceis.
Renan e outros anões
Várias coisas me estarrecem nesse processo todo, no início simplesmente o Senado, queria usar de sua política tradicionalmente corporativista e engavetar o caso. Depois o senador apresenta vários documentos (inclusive de origem duvidosa) que além de não provar sua inocência, o afundam mais ainda no lamaçal. Pelo laudo da Polícia Federal já faltam R$24.500 em rendas para que suas despesas fossem plausíveis.
Esse caso, retrata bem a cara do nosso país, pois aqueles que deveriam fazer as leis, não fazem e normalmente usam o sistema em benefício próprio. Sejam juízes, que até serem condenados em última instância, tem como punição a aposentadoria compulsória. Sejam deputados, que fazem de tudo para manter suas regalias e brincar com o povo Brasileiro. Seja o Executivo, cercado de incompetência por todos os lados, crise aérea, ameaça de apagão e por ai vai.
Enfim, o país precisa urgentemente de pessoas mais pragmáticas e competentes que o tratem com o respeito que merece. E não de Renans e outros anões.
segunda-feira, 20 de agosto de 2007
Polícia Federal
Apesar da última Veja colocar o medo do judiciário, mais especificamente do STF, quanto aos grampos da polícia, e da sua banda podre, apenas três pontinhos da minha visão (i) se existirem alguém do judiciário deve ter autorizado tais grampos (ii) quem não deve, não teme, e (iii) PF já pegou membros desse mesmo judiciário com a mão na cumbuca.
Prisões como dos juízes do TRF-RJ (que não estão presos porque esse mesmo STF soltou), prisão de Carlos Abadia (traficante colombiano), e tantas outras, me parecem uma luz no fim do túnel.
E mais, enquanto as forças policiais estaduais estão involtas na corrupção, no corporativismo e bandidagem, a polícia federal consegue inclusive cortar da própria carne, corroborando mais ainda a tese de um orgão independente, que quer ver a justiça feita.
Mais uma vez, enquanto a PF prende, a nossa justiça solta. Tenham vergonha na juízes e façam a justiça funcionar.
Desvios
Casos como o mensalão, TRE-SP, Maluf e suas obras, mostram o seguinte: Todos sabemos que eles roubaram, alguns já foram condenados e porque a justiça não os obriga a devolver o dinheiro? O Nicolau que está em prisão domiciliar continua com seus bens, o Maluf é deputado federal (o que por si só, já é uma tremenda distorção), e o dinheiro continua no cofre deles.
Na minha opinião é muito simples, condenado por roubar dinheiro público tinha que ter todos os bens indisponibilizados e colocados a leilão, participação em empresas, poupança, aplicações e por ai vai, tudo retido, independentemente do valor. Pois roubar dinheiro público é roubar o país, roubar o país é traí-lo e ao seu povo.
Gosto muito do projeto de lei do Deputado Paulo Renato (PSDB), que institui um tribunal específico para tratar de desvios no setor público, porém sem que isso seja acompanhado de reformas na própria lei, é apenas metade do caminho andado.
Favela Currais Eleitorais
No Globo de Sábado (18/08/07), vemos a ponta do iceberg. Numa reportagem sobre a retirada de construções irregulares dois deputados (Edson Santos e Brizola Neto), impedem que a prefeitura faça seu trabalho. A quem serve isso? Claro que aos próprios.
Ao invés de se fazer a ordem urbana, defendem-se os invasores e ganham um curral eleitoral, mais votos à custa da minha, da sua cidade. Esse exemplo pode ser expandido para as grandes favelas, qual o político, principalmente prefeitos, vai desocupar as favelas e perder todos esses votos? Eles só se importam com o curto prazo, ou seja, com a próxima eleição, no longo prazo se essas pequenas favelas vão ser as rocinhas de amanhã, com o tráfico, violência, ausência do poder público, que o próximo cuide, mas eles não.
Alô, Cesar Maia, não é assim que funciona? Ou existe outra desculpa fácil para esse fato?
Lembro prefeito, você é o responsável pela cidade, pelos acordos que tem que serem feitos com o governo estadual e federal para resolver esses problemas. Essa é a decisão difícil e correta, você vai ter coragem de tomá-la um dia?
domingo, 19 de agosto de 2007
Nosso Caos
O jeitinho brasileiro é um dos grandes culpados por isso, o jeitinho brasileiro poderia ser chamado, OLHANDO PARA MEU UMBIGO. Porque cada vez que cada um de nós consegue dar um jeitinho, está piorando um pouco a sociedade que vivemos. Quando passamos a margem das regras e/ou leis, contribuímos ativamente para que o nosso bairro, cidade, estado e país, afunde um pouco mais.
Se não houvesse alguem para pagar propina, não existira ninguém para receber. Atos aparentemente inofensivos, como o café (que a palavra correta é SUBORNO) para o guarda que quer te multar são o início de uma longa cadeia. Se esse mesmo guarda recebe propina para que alguem fuja da cadeia, qual é a diferença?
É muito fácil criticar a saúde, educação e moradia, mas não fazer a sua parte. Faça sua parte para que possamos cobrar de nossos governantes.
sábado, 18 de agosto de 2007
Para eles não
Como assim, você vai me perguntar?
Alguns exemplos:
- aprovação automática nas escolas públicas, aqui no Rio de Janeiro tem!
Se o prefeito Cesar Maia (que tem filhos que com certeza estudaram ou estudam em escolas particulares) receber uma carta da escola falando que agora seus filhos serão avaliados e aprovados todo ano, independemente do que aprenderam. O que ele faria? Das duas uma, ou tiraria daquela escola ou tentaria fazer com que a escola voltasse atrás. MAS NA ESCOLA MUNICIPAL PODE, já que os filhos dele não estudam lá!!
- Invasão de terrenos e de áreas urbanas, aqui no Brasil tudo pode, favelas, MST, Sem teto e por ai vai!
Se algum de nossos governantes, por exemplo, mora num prédio e o dono da cobertura, resolve invadir uma área comum do prédio (fazer o famoso puxadinho), e não tem autorização, ai não pode. Pois afinal de conta ele perderia alguma coisa, mas para deixar invadir terras, construir favelas e por vai, qual o problema? Afinal de contas, o espaço não tem nada a ver com eles (ou tem?).
Esses são apenas dois exemplos... milhares seguem no nosso dia-a-dia. É sempre mais fácil para eles se esconderem atrás de desculpas do que tomar as decisões que fazem sentido para a população no longo prazo.
quarta-feira, 1 de agosto de 2007
Mensalão
Envolvidos e suas acusações:
Anderson Adauto, ex-ministro dos Transportes e atual prefeito de Uberaba - corrupção ativa e lavagem de dinheiro
Anita Leocádia, assessora de Paulo Rocha - lavagem de dinheiro
Antônio Lamas, irmão de Jacinto Lamas - formação de quadrilha e lavagem de dinheiro
Ayana Tenório, ex-vice-presidente do Banco Rural - gestão fraudulenta de instituição financeira, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha
Bispo Rodrigues, ex-deputado federal pelo PL - corrupção passiva e lavagem de dinheiro
Breno Fischberg, sócio da corretora Bonus-Banval - formação de quadrilha e lavagem de dinheiro
Carlos Alberto Quaglia, dono da empresa Natimar - formação de quadrilha e lavagem de dinheiro
Cristiano Paz, sócio de Marcos Valério - corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e formação de quadrilha
Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT - corrupção ativa e formação de quadrilha
Duda Mendonça, publicitário - lavagem de dinheiro e evasão de divisas
Emerson Palmieri, ex-tesoureiro informal do PTB - corrupção passiva e lavagem de dinheiro
Enivaldo Quadrado, dono da corretora Bonus-Banval - formação de quadrilha e lavagem de dinheiro
Geiza Dias, auxiliava Simone - lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção ativa
Henrique Pizzolato, ex-diretor de marketing do Banco do Brasil - peculato, lavagem de dinheiro e corrupção passiva
Jacinto Lamas, ex-tesoureiro do PL (hoje PR) - formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro
João Cláudio Genú, ex-assessor do PP - corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha
João Magno, ex-deputado federal - lavagem de dinheiro
João Paulo Cunha, deputado federal - corrupção passiva, lavagem de dinheiro, peculato
José Borba, ex-deputado federal pelo PMDB - corrupção passiva e lavagem de dinheiro
José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil - corrupção ativa e formação de quadrilha
José Genoino, ex-presidente do PT, atualmente deputado federal - corrupção ativa e formação de quadrilha
José Janene, ex-deputado federal pelo PP - corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha
José Luiz Alves, ex-chefe de gabinte de Adauto - lavagem de dinheiro
José Roberto Salgado, vice-presidente do Banco Rural - gestão fraudulenta de instituição financeira, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e formação de quadrilha
Kátia Rabelo, presidente do Banco Rural - gestão fraudulenta de instituição financeira, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e formação de quadrilha
Luiz Gushiken, ex-ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República - peculato
Marcos Valério, empresário, seria o operador financeiro do esquema - corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e formação de quadrilha
Paulo Rocha, deputado federal (PT-PA) - lavagem de dinheiro
Pedro Corrêa, ex-deputado federal pelo PP - corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha
Pedro Henry, deputado federal (PP-MT) - corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha
Professor Luizinho, ex-deputado federal - lavagem de dinheiro
Ramon Hollerbach, sócio de Marcos Valério - corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e formação de quadrilha
Roberto Jefferson, presidente do PTB - corrupção passiva e lavagem de dinheiro
Rogério Tolentino, advogado ligado a Marcos Valério - lavagem de dinheiro, corrupção ativa e formação de quadrilha
Romeu Queiroz, ex-deputado federal - corrupção passiva e lavagem de dinheiro
Silvio Pereira, ex-secretário-geral do PT - formação de quadrilha
Simone Vasconcelos, ex-diretora da SMP&B, seria a principal operadora de Marcos Valério - lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção ativa
Valdemar Costa Neto, deputado federal (PR-SP) - formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro
Vinicius Samarane, diretor do Banco Rural - gestão fraudulenta de instituição financeira, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e formação de quadrilha
Zilmar Fernandes, sócia de Duda Mendonça - lavagem de dinheiro e evasão de divisas
Situação Atual: O STF está decidindo sobre quais denúncias são válidas ou não.
Rio de Janeiro
Estou precisando das fontes sobre esse escandalo, envolvidos, penas e acusações, quem souber, por favor, postar para mim.
Brasilía - Escandalos
1000 - Os Bois do Renan
1001 - Mensalão
Os bois do Renan
Agravantes: As despesas pessoais do Senador, não batem com suas fontes de renda
Estado atual: Em votação na Comissão de Ética do Senado.