Estava no dentista nessa tarde e ouvi uma história que é o exemplo da distorção do setor público no Brasil, mais notadamente a estabilidade.
Uma amiga dela, trabalha num hospital público, onde foi apontada uma assistente (servidora) para que ajudasse em seu trabalho. A tarefa que ela designou para a mesma era fácil e simples, embalar os equipamentos de uma forma correta e limpa. Até ai tudo bem.
Como a assistente errava todas as vezes o procedimento de embalagem, ela foi falar com a mesma, e o dialogo foi algo assim:
- Já te expliquei o procedimento várias vezes. Custa prestar mais atenção e fazer direito?
- Olha só doutora, eu não vou prestar atenção e farei do jeito que quiser esse negócio.
O que vocês acham? Se é numa empresa privada, ela estaria na rua na mesma hora, mas como está no serviço público, o máximo que se faz é realocar essa "ótima" profissional de área.
A estabilidade, aliada a falta de gestão são mazelas do nosso país, em todos os níveis e setores sem exceção. Existem lugares de excelência em diversas empresas públicas, como Petrobras, BNDES, Banco Central, mas mesmo ali existe margem para melhora.
Existem duas correntes em Brasília nesse momento, o trem da alegria, comandando pelo deputado Arlingo Chináglia, presidente da Camara dos Deputados, que vai por em votação um projeto ampliando o benefício da estabilidade para os prestadores de serviço em todas as esferas que estavam no governo entre 83-88 (imagino que se aprovado isso, depois vamos fazer do período 88-07, nada mais natural).
E o projeto sério que institui a fundação estatal, onde os contratados seguirão o regime da CLT e teremos pelo menos no papel metas e a possibilidade de demissão dos funcionários incompetentes.
Sinceramente, o caminho é arduo e difícil, para aprovar o último ponto, pois nesse momento surgem todos os oportunistas que usufruem do sistema e querem manter o status quo. Espero que os políticos façam a coisa certa.
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
Estabilidade
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